BioRia | Percurso das Ribeiras de Veiros Percurso das Ribeira de Veiros

BioRia | Percurso das Ribeiras de Veiros Destaque

Classifique este item
(0 votos)

Hoje vamos dar outra sugestão para os amantes da bicicleta poderem fazer muitos quilómetros, rodeados de belas paisagens, pássaros e belas fragâncias marítimas. Os desportistas das duas rodas podem aproveitar a linha de comboio do Norte e saírem na estação de Ovar. Aqui podem pedalar em direção ao Furadouro pela Avenida da Régua e junto à rotunda do Carregal, onde foi colocado recentemente um barco moliceiro, podem virar para sul em direção a São Jacinto.

Nesta parte do percurso e durante cerca de 10 quilómetros vão ter a Ria de Aveiro do lado esquerdo, ao chegarem à Ponte da Varela passam para o outro lado e no final viram à direita. Agora e até final destes percursos a ria vai estar sempre do lado direito. Atenção que não sigam em frente para a Murtosa, isso é outro trajeto.

Por este caminho muito mais sereno e agradável, vão passar por vários cais e braços de ria, Cais da Bestida, Mamaparda, Ribeira de Pardelhas, Bico, Chegado e Cambeia. Nos céus irá ver muitas cegonhas e em terra de um lado atividade agrícola e na ria piscatória.

O último percurso é o da Ribeira de Veiros com cerca de sete quilómetros, que vamos falar mais em pormenor já de seguida. O mesmo termina perto da estação da CP de Estarreja, onde podem voltar a entrar no comboio para seguirem para casa. Se ainda tiverem tempo e forças, podem subir para a Estrada Nacional 109, seguir para Sul em direção a Salreu. Ao chegarem junto a um cruzeiro ali existente, seguem as indicações em direção aos percursos da BioRia. Por ali existem bastantes nos sugerimos para começar o de Salreu, são mais 12 quilómetros e podem no final de igual forma apanhar o comboio no apeadeiro local. Aqui param menos composições porque não é como Estarreja uma estação principal.  

Nestes trajetos vai pedalar maioritariamente por terra batida, passadiços em madeira e por estradas em asfalto.

 

Percurso das Ribeiras de Veiros – PR5 (Fonte BioRia)

Ao longo do trajeto de 7 km, agora parcialmente aberto, atravessa canais, valas e esteiros, sapais, juncais e caniçais, campos agrícolas, áreas com pequenos bosques que brotam nas proximidades das marinhas, terminando no histórico Esteiro de Estarreja, outrora o segundo maior porto de sal da Ria. Este ecossistema alberga espécies únicas da funa e flora, que apenas sobrevivem nestes ecossistemas húmidos e que importa preservar e conhecer.

De terras conquistadas ao mar, ditas “Marinhoas” – abrangendo também a Murtosa e Pardilhó - Veiros, desde os seus primórdios, voltou as suas gentes, a sua cultura e tradições para os campos, os canais e margens da Ria de Aveiro. O centro da freguesia albergou uma praça de venda de peixe que era capturado na Ria e costa atlântica.  Durante a noite, os “minhoqueiros” eram lançados à água nas valas mais interiores para a captura das enguias e os galrichos eram armados para a captura de peixes de menores dimensões. Os mais velhos e experientes homens da aldeia, para além da lavoura, cheiravam as águas em busca de canais com mais peixes, para escoar as valas e assim recolherem os exemplares que por lá se encontrassem.

Não há muitas décadas, as crianças entrançavam os juncos para elaborarem a “bracinha” que ataria os bunhos das esteiras, e todo este trabalho demorava horas e era feito manualmente. As mulheres atavam os bunhos em cima de um cavalete de madeira para formar as esteiras e os homens cortavam os juncos e os caniçais para as camas do gado nos currais ou recolhiam moliço para fertilização dos campos agrícolas, fazendo-o chegar a terra nos barcos moliceiros.   

 

Lida 869 vezes

Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

Itens relacionados

Poço Negro | Uma cascata de águas cristalinas

O Ondas da Serra foi até à aldeia de Sernadinha – Manhouce – São Pedro do Sul, para conhecer a cascata do Poço Negro. Esta pérola de Viseu foi esculpida pela natureza durante anos de intenso labor com água e cinzel.

Viagem à Pré-História e fragrâncias da Serra da Freita

Ondas da Serra regressou Arouca para conhecer melhor a Serra da Freita, pelos caminhos do trilho “Viagem à Pré-História”.Esta é uma das épocas do ano mais aconselhadas para fazer este percurso, porque a mãe natureza acordou para florir as encostas despidas destes montes com urze, carqueja e giestas, pintando-as de tonalidades amarelas e lilases, que enchem o ar com doces odores perfumados.

Resende | Os encantos de Vale do Cabrum

Ondas da Serra partiu em aventura por terras de Resende onde Deus na luz da criação começou a moldar o paraíso por Vale de Cabrum.

Pub