O tempo das cerejeiras em flor já lá vai, agora está na altura da colheita, este ano a mãe natureza foi generosa e deu à luz muitos frutos, se bem que não há mãos que cheguem para os apanhar, conforme se queixaram os produtores com quem falamos.
Começamos aventura junto à capela de Nossa Senhora da Guia, nas traseiras da Junta de Freguesia. Antes de começar contemple o vale do Douro a perder de vista e as serras recortadas no amplo horizonte.
Este trilho vagueia por entre quintas, casarios novos misturados com casas em granítica pedra, onde o tabique já cai e nos diz que por ali já viveu mais povo. Aqui e ali fomos provando a fruta, mas a dada altura do nosso passeio, uma grossa voz feminina ecoou pelo vale com o aviso, “Provar sim, levar para casa não”.
Reina um solitário silêncio quebrado pela passagem dos cruzeiros do Douro, pelo comboio que sobe para Régua ou o latir dum cão, em cima as aguias voam. Muitas bonitas vivendas esperam desgostosas pelo regresso dos seus amados donos que ganham a vida além.
Fomos encontrar atarefados na apanha da cereja, Rogério Silva, Olga Silva e Ivo Cardoso, que nos indicaram que o patrão estava mais abaixo. Ali perto Rogério Silva (pai), ajudava como podia o seu empregado António Lopes, que amontoado numa escada colhia os frutos valentemente. O patrão não tirava os olhos do ajudante e recortava a nossa conversa com avisos ao ajudante “O homem arranja a escada que ainda cais”. Disse-nos amargurado que este ano vão ficar por colher cinco toneladas por não arranjar mão de obra, ainda há dias um curso de formação financiado lhe levou alguém que lhe faz falta. Ainda se lembra das águas da Ribeira de Bertança, que por ali desce, ter trutas que se pescavam com muita facilidade, quase à mão. Não nos deixou vir embora sem nos oferecer uma caixa da boa cereja.
Passamos junto do imponente Solar de Porto de Rei e banhamos na praia fluvial com mesmo nome. Regressamos felizes pela natureza e homens que encontramos, tristes pelos problemas e isolamento narrados.
Mas definitivamente esta é uma terra para românticos porque as belas flores, são grandes nas tonalidades e nos perfumes que emanam.
Rota das Cerejas (informação CM Resende)
Com inicio e final frente à Junta de Freguesia de São João da Fontoura, este percurso de pequena rota circular desenvolve-se num amplo anfiteatro de características predominantemente rurais aproveitando na sua totalidade trilhos e caminhos de acesso às propriedades em que a cada momento o caminhante se confronta com uma paisagem singular com passagens por pequenos núcleos habitacionais representativos da região e em que se favorece uma franca interatividade com a realidade local.
Ao longo de quase 6 km o visitante terá a oportunidade de observar a principal riqueza do Concelho, os cerejais – Resende é o maior produtor nacional de cereja – mas também o histórico Solar de Porto de Rei e deslumbrar-se com a maravilhosa visão do Rio Douro e das suas encostas da margem direita.
Com dificuldade média/baixa este belo percurso acessível a todas as idades e marcado no terreno para melhor orientação dos seus visitantes, assume-se como uma mais-valia do Concelho e da Freguesia cujo território atravessa.
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São João de Fontoura
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Olga Silva, Ivo Cardoso e Rogério Silva (filho)
Rogério Silva (pai)
Rogério Silva (filho)
António Lopes
António Lopes
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São João de Fontoura
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Solar de Porto de Rei
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Praia fluvial de Porto de Rei
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