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Longes vão os tempos em que Ovar alimentava com a sua sardinha em conserva os vareiros da terra, as populações vizinhas, os tripeiros e os durienses. As viagens para o Porto no começo feitas por carros de bois deram lugar à locomotiva e o negócio prosperou, mas isso foi em tempos que já lá vão. Esse comercio pode ter acabado mas ficaram as memórias e uma Avenida da Régua para relembrar esses tempos. Atualmente este concelho além de continuar a oferecer belos pratos de sardinhas e lulas, especialmente no Furadouro, a sua oferta aumentou e diversificou-se, aqui ficam as casas da restauração vareira.

Não se conhece a origem da principal especialidade culinária vareira. Sabe-se, no entanto, que, em Ovar, a tradição da confecção do pão-de-ló é conhecida desde os finais do século XVII: A produção local sofreu um incremento entre 1790 e 1890, uma vez que os ovarenses que trabalhavam sazonalmente nas fainas fluviais do rio Tejo - os fragateiros - levavam para Lisboa canastras de pão-de-ló para presentearem os proprietários das fragatas.

“A Doçaria Portuguesa – Norte” é o primeiro volume da maior coleção de doçaria portuguesa contemporânea e vai ser apresentado no dia 21 de janeiro, às 15h30, no salão nobre da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. O livro, da autoria de Cristina Castro, responsável pelo projeto No Ponto,  faz parte da coleção “A Doçaria Portuguesa”, composta por 5 volumes.

Dia 27 de janeiro, às 19h30, o Castelo da Feira abre as portas para um grandioso jantar de tributo à tradição, celebrando a genuína Fogaça da Feira – principal ícone gastronómico feirense – e a Festa das Fogaceiras, a mais antiga e identitária festividade do concelho. Este será o primeiro grande festim no Castelo que, por ocasião das Fogaceiras, revisita sons e sabores de tradição feirense no ambiente intimista do ex-líbris feirense.

O Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira vai realizar, dia 9 de janeiro (segunda-feira), no Castelo de Santa Maria da Feira, a XI Mostra de Fabrico de Fogaça, integrada no programa da Festa das Fogaceiras. Pela primeira vez, alunos do 10º ano do Curso de Pastelaria da Escola Secundária de Santa Maria da Feira vão acompanhar esta mostra, durante a qual será apresentado o selo de certificação europeia da Fogaça da Feira.

Outra das riquezas gastronómicas arouquenses, é a doçaria conventual e regional. Na doçaria conventual, cujos segredos de confecção ainda permanecem desde o tempo em que as freiras habitavam o Convento, temos as castanhas doces, o manjar de língua, as barrigas de freira, as roscas e charutos de amêndoa, as morcelas doces e a bola de S. Bernardo.

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