Joaquim Andrade | Campeão no ciclismo e na vida Joaquim Andrade | Ex-ciclista no interior da sua loja em Travanca - Santa Maria da Feira
segunda, 20 março 2017 11:06

Joaquim Andrade | Campeão no ciclismo e na vida

Classifique este item
(0 votos)

Segunda parte da entrevista efetuada ao ex-ciclista Joaquim Andrade de Travanca - Santa Maria da Feira, homem retirado do ciclismo e um marco nesta modalidade.

Esta freguesia onde vive Travanca já deu grande nomes ao ciclismo nacional, antigamente parecia um viveiro da modalidade e atualmente existem condições e praticantes para o voltar a fazer?

Sim já foi um viveiro, mas agora neste momento terminou. O Travanca teve ciclismo durante 44/45 anos, saiu daqui grandes corredores. Essa equipa arrancou comigo e alguns amigos. Eu não fui formado no Travanca, comecei a correr diretamente na Ovarense, mas por exemplo corredores como o Manuel Correia, Eduardo Correia, Manuel Neves e outros grandes nomes foram formados aqui.

Formamos uma equipa com jovens, nas classes mais baixas, juvenis e cadetes, depois fomos avançando até aos seniores e dai eles iam passando para equipas profissionais. Esta equipa existiu no ciclismo de estrada em 1976/77 salvo erro e manteve-se durante muitos anos.

Depois de terminar por problemas com alguns dirigentes, mas que não foram propriamente comigo, nessa altura eu até estava um bocado desligado. Essa equipa terminou, mas eu passado um ano ou dois, tomei conta da equipa e começamos a correr novamente, tivemos novamente grandes corredores, corremos muito em Portugal, Espanha e Madeira onde numa Volta ganhamos todas as etapas. Ouve então outra fornada de corredores que já não correm, como o António Araújo, Davide Assunção, Carlos Coelho, o Carlos Pinho que depois correu na Sicasal e que foi rei da montanha na Volta a Portugal duas ou três vezes e é claro o meu filho Joaquim Andrade que também começou nessa equipa.

Depois começamos a ter algumas dificuldades por falta de verbas e fizemos uma equipa de BTT. Os últimos 10/15 anos foi tudo à base de BTT, vai agora na segunda temporada que não temos outra vez. Acabamos porque não há apoios e as dificuldades são muitas. Eu agora já não me ocupava muito, era mais por causa do dinheiro e dos pagamentos. Eram outras pessoas daqui que faziam isso, inclusivamente o meu genro, a minha filha e um outro rapaz que fazia parte aqui da equipa, que andavam sempre a sacrificar os fins-de-semana, além de haver dificuldades era eu que normalmente suportava praticamente tudo, deixamos de ter apoios de câmaras, junta de freguesia e então resolvemos acabar.

Há pouco referiu a evolução que a segurança teve na modalidade e em relação à pratica em si o que é que mudou?

Há uma diferença que não tem comparação possível, a começar por melhores estradas, bicicletas, as antigas não valiam mesmo nada. Hoje as bicicletas têm qualidade, conforto, velocidades, eu recordo-me que eu corria com cinco velocidade, o máximo que tive foram sete velocidade, hoje já têm 11 que neste caso são 22 velocidades, são muito mais leves em fibra de carbono, com muita segurança, capacetes, antigamente só corríamos de capacetes quando eram corridas em pista, os capacetes tinham umas tiras, os equipamentos, o calçado e a roupa.

Antigamente não se podia fazer como hoje um trabalho de equipa como se vê nas televisões, há uma equipa a puxar ali com 60/70 corredores na frente da corrida, às vezes um corredor leva cinco ou seis minutos de avanço do pelotão e eles resolvem em 30/35 Km apunha-lo. Naquele tempo não era possível fazer isso. Hoje faz-se um trabalho de equipa todos no meio da estrada a puxar, naquele tempo não era possível, as estradas eram esburacadas, com calçadas com muitas curvas, hoje consegue-se andar em estrada muitos quilómetros em linha reta a subir e a descer que nem é preciso travar.

Em Portugal é possível ser ciclista profissional?

Em Portugal, bem eu não ando a perguntar a cada um quanto é que ganha, sei que os ciclistas têm tido muitas dificuldades para poderem correr, a não ser aqueles corredores de mais nível, os mais fortes que são mais bem recompensados, mas metade do pelotão Português está muito mal pago, não ganham praticamente para alimentação.

Para correm em equipas estrangeiras têm que mostrar valor, sendo por isso que se sacrificam enquanto são novos, porque são os pais a colaborar, os pais gostam e sacrificam-se para ver se os filhos um dia alcançam algum valor para poderem ir para uma equipa boa e ganharem melhor ou então para irem para o estrangeiro.

Felizmente nós no ciclismo conseguimos ultrapassar a crise de Portugal, praticamente mantivemos ou até aumentamos o número de equipa. Ultimamente temos mantido seis equipas profissionais há vários anos e o ciclismo não tem morrido, até têm aumentados as provas, embora haja uma ou outra que tenha terminado. Isso é bom de ver porque temos atualmente muitos ciclistas de classe no estrangeiro. Ainda em anos recentes foram cerca de meia dúzia de ciclista para o estrangeiro, para equipas fortes que correm mesmo o Tour e outros para equipas mais modestas.

Como é que vê o surgimento nos últimos anos do BTT, será que veio ajudar ou prejudicar o ciclismo, ou conseguem coexistir salutarmente as duas modalidades?

Eu acho que o BTT veio ajudar muito o ciclismo, porque no BTT aprendesse andar e a dominar a bicicleta, antigamente os ciclistas iam correr sem preparação e a malta até falava no tempo do Joaquim Agostinho que ele não sabia andar de bicicleta, porque tinha muitas quedas, eu andava a beira dele e ele sabia andar, mas ele não aprendeu tão bem, não teve aquela escola de inicio como acontece hoje.

O BTT é uma aprendizagem muito boa, porque o ciclista no BTT normalmente tem um circuito com quatro ou cinco km cada volta, onde não é obrigada a desistir, mesmo que perca uma volta e complete o percurso com 10/15/20 minutos de atraso. Desta forma ele vai-se habituando ao sacrifício, como é que se corre e como não se corre e aprende a dominar a bicicleta.

Atualmente muitos ciclista de estrada vieram do BTT, no estrangeiro há grandes ciclistas que saíram do BTT.

Se pudesse voltar atrás haveria algum aspeto na gestão da sua carreira que mudaria?

Eu enquanto ciclista se voltasse atrás queria ser ciclista novamente, eu adorei ser ciclista e continuo a adorar andar de bicicleta. É um desporto muito saudável, há muito convívio, somos amigos de todos. Eu acho que é muito diferente do futebol. Nós no ciclismo damo-nos todos bem, as pessoas do futebol ficam espantadas com amizade que há entre todos.

Eu até não me esqueço que há dois anos atrás estive com o Jaime Pacheco, nunca tinha estado com ele pessoalmente. É um treinador de futebol e uma pessoa que sempre admirei e estive a conversar come ele vários minutos, tendo dito-me que isto é que era desporto com amizade e que no futebol não havia nada disso. Ele andou alguns dias acompanhar esta equipa que agora é do Porto W52, era a antiga Quintanilha, durante Volta a Portugal.

Eu fui correr para o estrangeiro, não foi tanto como eu queria porque é como eu disso a um bocado, nós não podíamos sair das equipas onde estávamos. Eu quando estava no Sangalhos, tive que fazer um bocado de barulho e criar algumas inimizades e sai quase à força para Angola.

Eu fugi daqui para Angola para me livrar daquilo, não é que estivesse mal no Sangalhos que era gente boa, ainda hoje continuo a lá ir e é gente muito boa, mas eu queria mudar, para ser mais alguém, mais forte, queria mudar, só que eles não me deixavam, eu era uma peça que estava ali e não podia mudar. Um dia foi lá e fez ver a eles que se não me deixassem sair eu ia desaparecer de lá. Eu consegui fazer isso e foi correr para Angola que ainda pertencia a Portugal. Mas eles fizeram tudo para que eu não pudesse correr la. Mas eu corri e acabei por vir correr a Volta a Portugal pelo Sangalhos, já à última da hora sem preparação. Eu vim para correr pela equipa de Angola, mas como não chegaram acordo então acabaram por concordar para não criar mais problemas no resto da temporada em Angola, eu correr essa volta pelo Sangalhos. A equipa de Angola chamava-se Suniber Fagor de Luanda.

A propósito do que correu mal, há uma Volta a Portugal que me ficou encravada que eu perdi e nunca a devia ter perdido. Só ganhei uma, mas podia ter ganhado três ou quatro, mas uma é que ficou mesmo atravessada. Eu ganhei sete ou oito etapas, andei dois ou três dias de camisola amarela em 1976. Era uma volta muito aberta, não havia tanta organização nas equipas, muitas tinham terminado, eu estava numa equipa muito modesta que eu mesmo formei com apoio de uma empresa de Cortegaça a Safina.

Comecei eu sozinho e não tivemos mais de quatro corredores, mas nesse ano podíamos ir à volta nem que fosse só com dois corredores. Eu, foi com quatro, mas depois tivemos uma infelicidade e só ficaram dois os outros tiveram acidentes. Eu nessa volta não tinha equipa para trabalhar e nas últimas etapas eu perdi essa volta por minha cabeça.

Não me esquece ele já cá não está, o Fernando Mendes, a quem pedi para vir colaborar para a equipa, era massagista e corria no estrangeiro, mas estava de férias cá na altura, eu aproveitei para lhe pedir ajuda. Ele era o massagista da equipa e ao mesmo tempo orientava-me nas etapas.

Nessa Volta a Portugal ouve uma fuga para a Covilhã, a volta estava quase a terminar e o Fernando Mendes que me orientava chamava sempre atenção. Sempre me orientou bem, mas nesse dia não me orientou bem.  Eu fiquei desconfiado e disse-lhe a ele. Nessa etapa fugiu um corredor numa fuga que era do Benfica. Ele nunca me chamou atenção para isso, nem que eles iam com tantos minutos de avanço, porque deve ter havido alguma conversa entre dirigentes do Benfica e ele. Ele tinha sido do Benfica muitos anos e os dirigentes que andavam lá eram do Benfica. E esse corredor que fez a fuga que era Firmino Bernardino acabou por ganhar a volta porque chegou à Covilhã com 12 minutos de avanço. Ele só me avisou quando a fuga já ia com 14 minutos, eu sabia que eles iam com bastante avanço, mas eu hoje nunca fazia isso.

Eu pensei muitas vezes se deveria ter ido para a frente com aquilo porque eu não tinha colegas, mas arranjava alguém que me ajudasse. Eu nunca perdia essa volta na vida, eu próprio punha um ritmo na corrido com os dois colegas que tinha, que na altura ainda eramos três à maneira dele não ganharem muito avanço.

Num passado recente tem surgido casos de doping neste desporto, como encara este problema?

Na minha altura praticamente não havia estes problemas que há agora. Na altura em que corríamos havia aquela coisa de tomar um comprimido disto ou daquilo, às vezes até tomar um xarope, mas ainda hoje isso acontece e pode dar positivo, mas agente tínhamos muito mais cuidado do que hoje. Só aqueles mais fracos é que às vezes se aventuravam. Era difícil um corredor bom se meter em qualquer coisa. Agora eu não sei, ouço falar em tanta coisa, é hormonas de crescimento, etc.

Eu não conheço nada disso, só que o ciclismo também é muito escravizado e controlado. Eu já tenho dito muitas vezes se fossem fazer isso ao futebol, acabava o futebol. Porque o ciclismo é controlado logo a partir das 06h00 da manhã, eles vão aos hotéis fazer analises ao sangue. Se acusar alguma coisa nesse mesmo dia os ciclistas já não alinham na etapa.

Eles chegam pela manhã à etapa rainha da volta à França ou a Portugal fiscalizar várias equipas, quando os ciclistas têm que alinhar às 10h30/11h00 na prova e vão mesmo acorda-los aos quartos. Faz de conta que é a policia e nesse dia alguns deles ainda podem ser controlados outra vez, porque depois vão fazer analises à urina, além do sangue. Eu recordo-me daquela situação que aconteceu no futebol, toda a gente deve estar recordada disso, a seleção nacional de futebol estava em estagio na Covilhã, o Carlos Queiroz era o selecionador e num dia de descanso chegaram lá esses vampiros para fazerem analises, foi o problema que toda agente soube, acabaram por haver agressões e ele ser despedido. Por aqui se vê o que deve ser o futebol.

O que tem a dizer aos jovens que queiram praticar ciclismo de modo profissional?

Um ciclista tem que ter muito espirito de sacrifício, o ciclismo é um desporto muito duro, é mesmo muito duro, o futebol é aquele bocadinho, fintasse para aqui e para acolá, caísse ao chão e descansasse, o ciclismo é sempre contínuo. Um ciclista se cair e se esfarrapar todo tem que continuar, vai numa subida com calor ou com frio tem que continuar sempre, o ciclismo é muito duro.

Quem for para o ciclismo tem que gostar mesmo disto. Isso foi o que eu disso há pouco quando estava a falar do BTT, o BTT é muito importante para isso. Porque o BTT é tipo uma brincadeira, como eu disse nem que ande atrasado pode continuar sempre em prova, vão aprendendo a sofrer gradualmente, cada corrida que vão fazendo mais se vão habituando.

Temos também que dar tempo, não podem pensar que vão ser corredores logo a seguir, têm que andar vários anos, agora há os escalões, eles agora começam com 12/13 anos ou mais cedo. Para mim a idade ideal é os 12/13 anos. Portanto é como eu digo, têm que ter muita paciência, esperar, ir andando porque um ciclista com 13/14 anos pode até não valer grande coisa, mas pode vir a ser um grande campeão.

Como ocupa atualmente o seu tempo disponível?

O meu tempo disponível é assim, eu não consigo estar parado, eu trabalho aqui em casa no negócio e tanto estou a atender clientes como a trabalhar com as bicicletas, a fazer reparações, a montar bicicletas novas. Eu durante alguns anos não o fiz, mas agora tiro dois dias por semana, três contando com o domingo para andar de bicicleta, todas as terças e quintas-feiras eu vou andar de bicicleta. Por vezes vou sozinho, mas a maioria das vezes vou acompanhado, quando eu quero fazer um treino grande vou sozinho, porque assim faço aquilo que quero, se for acompanhado há sempre aquele que não quer andar mais. Dificilmente durante o ano faço menos de mil km por mês ou mais. Eu consigo com a idade que tenho, fazer trinos de 100/150 km.

Agora também tira tempo para os seus filhos e netos.

Sim, os meus filhos estiveram sempre bem acompanhados. Eu ia sempre com eles para todo o lado enquanto estive ligado ao Travanca. Agora também quero acompanhar os meus netos, embora tenha um que é o mais velho que já começou a correr e eu não o acompanho tanto como queria, já começou há cerca de um ano. Por exemplo sábado vão começar as corridas, ele vai ser júnior no primeiro ano e eu vou para Fafe com ele.

Muito obrigado

 

  
 

Data: 1971
 
Joaquim Andrade quando corria em Angola a levantar o trofeu pela conquista do “Grande Prémio Fagor”. Esta prova era como se fosse um Volta a Portugal, durava também cerca de 15 dias e era organizada pela equipa que ele corria, Soniber Fagor. A Fagor era uma empresa estrangeira sendo representada em Luanda - Angola pela Soniber. Sendo esta prova patrocinado por eles. Esta prova era o dobro do “Prémio Nocal” Era uma prova muito dura, tinha a mesma quilometragem da Volta a Portugal.

 

 

Data: 01 janeiro de 1972
 
1º Contrato assinado pelo Joaquim Andrade no Futebol Clube do Porto quando veio de Angola, por três temporadas. No total fez três contratos com este clube nortenho. Neste contato o ordenado eram cinco mil escudos mensais a que acrescia uns subsídios.
 
Folha de rosto do contrato

 

 

01 janeiro de 1972
 
Verso do contrato

 

 

Data: novembro de 1972
 
Fotografia de Joaquim Andrade campeão Nacional de Pista perseguição individual e por equipas em Sangalhos ao serviço do Futebol Clube do Porto, em Novembro de 1972.

 

 

Data 1972/1973
 
Joaquim Andrade quando corria pelo Futebol Clube do Porto. Foto tirada no final de uma corrida. Segundo o mesmo a equipa do FCP era forte e tinha cerca de 12/13 corredores.

 

 

Data: 1972
 
Esta foto foi tirada quando o ciclista foi correr a Bélgica do “Flandria” em 1972. Esta estadia segundo o ciclista correu muito bem, tendo ganho uma importante etapa do “Midi libre”.

 

 

Data: 05-04-1973
 
Notícia do jornal desportivo “A Bola”, em 05-04-1973, para o facto do Joaquim Andrade ser mais um ciclista Português a ir correr para França, para a equipa do “Gitane”, treinada pelo técnico Desvages. No ano anterior tinha estado a correr na Bélgica pelo Flandres.

 

 

Data: janeiro de 1974
 
Recibo de vencimento do ciclista Joaquim Andrade quando estava ao serviço do Futebol Clube do Porto, referente ao mês de janeiro de 1974. Segundo o mesmo naquele tempo 7000,00 escudos era muito dinheiro. Este foi o último ano do contrato.

 

 

Data: 1981
 
Nesta imagem pode ver-se dois ciclistas já vencedores da Volta a Portugal Marco Chagas e Joaquim Andrade lado a lado numa disputa, na descida da Serra da Estrela a velocidades vertiginosas e com os capacetes de tiras colocados como era habito na altura colocar só nos troços mais perigosos. Esta é a etapa rainha da Volta a Portugal a subida à Serra da Estrela, com términus em Gouveia.
 
Esta foi já a sua segunda passagem pela Ovarense. Joaquim Andrada começou a sua carreia na Ovarense em 64/65, até eles terem terminado com a mesma e ele ter ido correr para o Sangalhos. Quando a Ovarense reativou a equipa foi correr novamente para a sua primeira equipa. Ele foi um dos impulsionadores para esta equipa regressar à modalidade onde esteve dois anos.

 

 

Data: 02-04-1985
 
Entrevista a Joaquim Andrade que saiu o extinto jornal “Comércio do Porto” em 02-04-1985, onde ele refere que “Deixei de correr por causa da morte de Joaquim Agostinho”.

 

 

Data: 11 de agosto de 2003
 
Reportagem do jornal Record onde Alves Barbosa e Joaquim Andrade, antigos vencedores da volta falaram sobre a vitória de Nuno Ribeiro na Torre e recordaram histórias pessoas da mítica subida à Serra da Estrela.

 

 

Data: 28-11-2010
 
Nesta fotografia estão junto os quatro corredores que terminaram a Volta a Portugal de 1969 e ajudaram o Joaquim Andrade a ganhar a mesma, num almoço em Sangalhos em 28-11-2010, ao centro está o seu treinador Sousa Santos do Sangalhos, que faleceu poucas semanas depois. Da esquerda para a direita, Celestino Oliveira, Joaquim Andrade, Sousa Santo 1 treinador da Ovarense, Herculano Oliveira e Norberto Duarte.

 

 

Em baixo estão inseridas cópias dumas folhas manuscritas à mão pelo ciclista, onde apontou com todo o cuidado, as provas em que participou, as classificações obtidas e prémios ganhos entre 1964 e 1971.

 

  
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeira parte da entrevista

Lida 781 vezes

Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

Itens relacionados

Ana Pires: a exploradora de todas as fronteiras

Ana Pires: “Não consigo passar muito tempo sem respirar o ar do mar! Este mar de Espinho que me dá forças!”

A primeira mulher cientista-astronauta portuguesa é natural de Espinho e vive em Lourosa, Santa Maria da Feira. Ana Pires nasceu a 13 de janeiro de 1980 e cresceu na vila portuguesa de São Paio de Oleiros. Aos 38 anos participou no projecto PoSSUM - Ciência Suborbital Polar na Alta Mesosfera, apoiado pela NASA e que decorreu na Flórida (EUA).

Paraduça e suas gentes

O Ondas viajou até Paraduça – Vale de Cambra, onde conhecemos alguma das suas gentes e moinhos de rodízio. Nesta aventura tivemos como guia o PR6 – Rota dos Moinhos, que está muito bem assinalado e aconselhamos vivamente. O tempo não esteve famoso, a chuva miudinha não parou de cair, o ambiente estava enevoado e esperamos em vão que o céu mostrasse o seu sorriso.

Sara, a apaixonada por pessoas que também é psicóloga da J. F. de Esmoriz

Sara tem 25 anos e todos a conhecem em Esmoriz, concelho de Ovar. É responsável pelo Gabinete Psicossocial da Junta de Freguesia de Esmoriz desde 2016. As pessoas são a sua maior causa e, enquanto psicóloga, trabalha todos os dias para melhorar a vida dos que procuram o seu apoio.