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Chegar a Regoufe – Arouca não é fácil, mas vale o esforço. Esta aldeia fica localizada no fundo de um vale e mantém ainda viva os ecos do seu passado agrícola, com o cultivo da terra, a pastorícia e restos da sua historia mineira. Ao caminhar pelas suas lajes de pedra encontramos a cada virar da esquina velhos agricultores, rebanhos de ovelhas, cabras ou outros animais.

Espalhados pela cidade e arredores de Ovar, encontramos fontanários cuja função era dar de beber aos vareiros do concelho. A construção dos parques juntos às frentes ribeirinhas, têm melhorado a recuperação de alguns, mas ainda não é suficiente para evitar que parte do património desapareça. Medimos a saúde destas fontes durante um passeio de bicicleta ao longo de oito quilómetros com muitas derivações. Deixamos uma sugestão para planear uma visita a este património indelével da população de Ovar.

“… cercado de montanhas de formas extravagantes, não é fácil descortinar em Portugal outro mais grandioso e espectacular. Quase não tem planos.

A terra é verde e o céu é azul; é tudo verde e azul com raras pintas brancas do casario, que mais do que moradias de homens parecem janelas da própria paisagem.

Nas noites de luar, quando o grande balão de oiro surge na lomba das montanhas, o vale enche-se de magia, dum sortilégio que paira desde os píncaros longínquos às águas sussurrantes do Caima. De manhã é o milagre, todos os dias há um milagre de luz sobre a terra quando o sol nasce em Vale de cambra.

(Ferreira de Castro)

Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “olhar e não Ver, escutar sem Ouvir”. Vamos ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.

Ondas da Serra apresenta neste artigo uma seleção de museus que pode visitar, onde poderá apreender sobre história, património, história da cortiça, chapelaria, música, rádio, espécies de peixes, azulejos, casas antigas, ferramentas agrícolas ou como se fabricava o papel.

A aposta no empreendedorismo, na rede de acessibilidades, na qualidade de vida dos munícipes e nas indústrias criativas convergem para a afirmação de São João da Madeira como uma cidade a visitar. São várias as escolhas disponíveis para ficar a dormir no concelho enquanto visita não só a Capital do Calçado, mas outras cidades como Santa Maria da Feira, Arouca, Oliveira de Azeméis, Espinho, Ovar, Aveiro e Porto. Saiba quais.

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